quinta-feira, 26 de maio de 2011
Alice in Neverland
sábado, 14 de maio de 2011
Jorge
sábado, 16 de abril de 2011
Tem dias que a gente se sente...
domingo, 27 de março de 2011
Zapeando
Domingo à noite. Cansaço, preguiça, sofreguidão. Aquela coisa de sempre, de domingo.
Marasmo. Sem amigos, sem família, sem amores. Mas nada de muito dramático, só era domingo, e assim são os domingos.
Cheio de coisas pra fazer pro serviço, alguns hábitos de higiene um pouco abandonados, mas nada iria fazer com que saísse dali. Era aquela conhecida hora da semana de deitar no sofá, meio de lado, e passar pelos canais como se isso fosse ajudar as horas as passarem também.
Pois sim, estava ali a zapear. E eu sempre achei estranha essa palavra, ‘zapear’. Mas mais estranho ainda é existir um verbo para a ação de mofar algumas horas no sofá, sem se mexer e sem assistir nada de verdade. É como existir um verbo para o vazio de domingo que nos faz pensar em todas as coisas que não queremos pensar e nem sabemos bem porque não queremos pensar naquilo.
E é por isso que ficamos a zapear. A programação de domingo já é uma bosta por si só, e quando não se quer pensando em nada então... trocamos de canal como trocamos de pensamentos, mas a diferença é que ainda não inventaram uma televisão que faz aparecer os programas que precisamos assistir para não encontramos com nós mesmos e nossos problemas.
Até porque, voltando à nossa história é domingo. E depois de domingo temos segunda, terça, quarta... E aí vem a sexta, vem o sábado e tudo fica melhor de novo.
Quem quer passar uma semana péssima (quem sabe um mês, ou ano?), cheio de sentimentos angustiantes e pensamentos deprimentes só porque não soube zapear direito?
E no fim das contas as coisas são assim: semana de obrigações, sexta e sábado de curtição e domingo de zapeação. E começa tudo de novo. E de novo. E fora algumas variações e tribulações o tempo corre seguindo essa linha. E eu não estou julgando, nos condicionamos porque é bom, é fácil. E sem querer entrar aqui em divagações sobre o ser fácil e o ser certo, fácil é bom e ninguém pode negar.
Ou não haveria o verbo zapear, nem tantas aplicações para ele.
[Voltei a escrever textos em parceria com Hélio! Vai lá visitar o blog dele vai? http://elho2.wordpress.com/]
terça-feira, 8 de março de 2011
Quando beleza, amor e felicidade são uma coisa só.
sábado, 5 de março de 2011
Solidão e elixir.
Hoje eu quero sair só
Não demora eu tô de volta...
Vai ver se eu tô lá na esquina, devo estar...
Já deu minha hora e eu não posso ficar...
A lua me chama, Eu tenho que ir pra rua.."
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
A pedra mais alta
Às vezes eu fico me perguntando como as coisas se sentiriam se pudessem sentir.Por exemplo, uma caneta, sendo sempre pressionada, pra se gastar com facilidade e ser deixada de lado, penso que não seria muito bom. Ou um livro, será que ele ansearia por ser aberto e trasmitir conhecimento, ou será que ele ficaria de saco cheio, afim de ficar em paz em uma biblioteca qualquer?
Penso mais ainda sobre aquela pedra (ou seria rocha?) mais alta e mais extensa, próximo da praia. Ela fica ali, parada e firme, pronta pra receber qualquer visitante um pouco mais aventureiro com uma máquina na mão. Ser essa rocha deve ser torturante. Ela fica ali, aguentando todas as pisadas, todo o peso de todas aquelas pessoas, que vêm, fazem suas poses, tiram suas fotos e depois se vão, sem sentar na pedra, sem refletir sobre a sua importância ali, sem ter consciência do peso que ali deixaram. Me pergunto se essa pedra nunca tremeu sobre um peso maior, e aposto comigo mesma que já. Afinal, são muitos passando por ali sem parar.
E o que eu penso que é pior não é nem suportar tanto peso. É suportar e ponto, estar ali pra isso. Porque, depois que as pessoas vão lá, tiram fotos, curtem um pouco o visual, elas partem apressadamente. Elas querem ir pro mar, elas foram a praia pra ver o mar, como comparar mera pedra quando se tem o mar? Então eu acho que isso é o mais difícil... Suportar todas as coisas enquanto o mar que leva o crédito. A pedra não tem nada de seu. Talvez o mar também não, mas a gente consegue perceber a diferença não é?
E aquela pedra vai ficar ali, segura, forte, pronta pra satisfazer os desejos de quem vier a passar por ali, mas sempre vai ficar olhando o mar enquanto nao houver ninguém lá em cima. No fundo, eu acho que ela compreenderia a sua importância. Ela saberia que ela proporciona momentos únicos e que as pessoas realmente esperam que ela esteja ali, firme e imponente, para suportá-las, para alcançar uma visão linda da praia e com isso, talvez, um pouco de paz. Mas isso ainda não é o suficiente. Acho que ela continuaria ali pra sempre, mas sempre pensando em como seria se um dia simplesmente caísse e virasse um pouquinho de mar.